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Em busca do novo pacote do governo americano:

GM cortará 10.000 empregos

Por Tom Eley
19 de fevereiro de 2009

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Publicado originalmente em inglês no wsws em 11 de fevereiro de 2009

A General Motors Corp., a principal produtora de automóveis dos E.U.A., anunciou nesta terça-feira planos para cortar 10.000 empregos dentro do próximo ano. Dessas demissões, 3.400 serão nos E.U.A. A maioria dos cortes acontecerá em 1 maio, anunciou a GM em uma declaração. A montadora também pretender reduzir o salário dos trabalhadores que não despediu nos E.U.A. entre de 3 e 7%.

A nova rodada de cortes de empregos é parte da preparação da GM para ganhar uma nova ajuda financeira do Departamento do Tesouro dos EUA [depois dos US$ 13,4 bilhões em empréstimos recebidos do governo em dezembro],

GM e Chrysler apresentarão planos de reestruturação na próxima terça-feira (17/02) que detalharão como as montadoras planejam obter concessões de seus trabalhadores e acionistas até 31 de março. Há indicações de que o prazo pode ser prorrogado, ou, então, o Tesouro pode permitir que as duas montadoras entrem em falência.

Aos assalariados demitidos não serão oferecidos pacotes ou aposentadoria antecipada, disse a GM. Isto porque o Congresso incluiu termos nos empréstimos emergenciais das montadoras que impedem a GM de utilizar o seu fundo de pensão para dar pacotes aos assalariados. Em vez disso, acontecerão demissões na empresa através do plano de contenção preexistente, que oferece assistência mínima aos trabalhadores demitidos.

Nos próximos dias, as montadoras estão susceptíveis a anunciar uma nova rodada de demissões de trabalhadores que as Três Grandes dos EUA (GM, Ford e Chrysler) estão preparando em colaboração com o sindicato United Auto Workers. O UAW representa a força de trabalho da indústria automobilística dos EUA, mas, na verdade, funciona mais como parte da gestão da empresa. Em uma cadeia ininterrupta, aceitou todas as exigências das empresas, desde o resgate da Chrysler em 1979, sempre com suposto intuito de "salvar empregos".

Na última semana, a GM se juntou à Chrysler para oferecer pacotes de demissão para 89.000 trabalhadores. Os acordos incluem vales no valor de US$ 25.000 para a compra de um novo veículo GM e US$ 20.000 em dinheiro. Este mês, o UAW concordou em encerrar o seu programa “Banco de Empregos”, que tem funcionado como um programa de seguro desemprego. Três meses atrás, a GM ofereceu pacotes de demissão por aposentadoria para 5.100 trabalhadores.

O UAW tem mantido um silêncio rigoroso quanto à atual ronda de demissões e benefícios que está negociando. No entanto, é previsível que, em troca de algumas concessões sem precedentes, a burocracia do UAW seja recompensada com ações nas empresas de automóveis. Essas manobras converterão o UAW em uma entidade empresarial, um processo que já avança irreversivelmente. O UAW, subseqüentemente, enfrentará mais e mais pressão financeira para reduzir o salário, as condições de saúde e os benefícios dos trabalhadores.

Os trabalhores das montadoras devem assumir a direção da contra-ofensiva da classe trabalhadora, buscando quebrar a ditadura política e econômica do sistema de lucro sobre a vasta maioria da população. Esta luta deve ser realizada em conjunto com os trabalhadores de todo o mundo, que sofrem em todos os lugares sob ataques similares.

Apesar disso, a crise da indústria automobilística dos E.U.A. e mundial avança rapidamente.

As vendas de automóveis nos E.U.A. chegaram à taxa mais baixa em 27 anos em janeiro. A empresa de pesquisa sobre automóveis RL Polk & Co. prevê uma queda de quase 20% no mercado de carros para os E.U.A. em 2009 [já após uma queda de 17% em 2008]. No ano passado, a GM perdeu a sua posição como líder mundial na produção de automóveis para aToyota Motor Co., do Japão, pela primeira vez em 77 anos. As ações da GM perderam 89% do seu valor em apenas um ano. Em janeiro, as vendas da GM nos E.U.A. diminuíram abruptamente quase 50% e a China suplantou os E.U.A. como líder mundial no mercado de automóvel.

Existem atualmente cerca de 3 milhões de novos carros para venda nos estacionamentos de concessionárias dos E.U.A. Nos atuais níveis de vendas, seriam necessários 118 dias para esgotar este inventário.

Na semana passada, a Chrysler anunciou planos para parar a produção em mais quatro plantas. Recentemente, a GM anunciou que demitiria 2.000 trabalhadores nas suas plantas de Lansing, Michigan e Lordstown e Ohio. Além disso, a empresa pretende diminuir intermitentemente a produção em 12 das suas fábricas na América do Norte nos próximos meses.

[traduzida por movimentonn.org]